terça-feira, março 29, 2011

Não descer do salto por quem nem sabe andar em um.



A vida passando eu aqui sentada, esperando alguma mudança. O que deveria ser feito, não vai ser feito se eu não me mexer e ponto. ‘Mas vai ficar aí, quilida, esperando sentada?’ 
É, quer saber, ficar de pé cansa. Em cima de um salto fino e alto então, você nem faz ideia. 
Então achei mais cabível sentar e colocar as minhas Havaianas, se é mesmo para ficar esperando que seja confortávelmente e observando o comportamento humano. 
E olha que, geralmente, o comportamento humano me irrita. Mas defini que iria ser diferente, e de fato foi. 
É, entretanto ficar ali na inércia esperando só me fez notar que as tirinhas finas da Havaianas também cortam e dão calo, e que se eu decidisse em algum momento voltar pro meu pee toe salto 15 iria doer aonde não doía antes. 
Mas fazer o que, eu decidi recolocá-lo. Também abdiquei de me importar com pessoas que tentaram me fazer acreditar que as decisões não cabiam a mim. Sabe quando você tem uma briga daquelas com um pseudo amigo, e o guri implora o seu perdão e você, por pena do infeliz, acaba cedendo e logo depois ele te sacaneia mais ainda e de uma forma que pareça que ele é a vitima? Coitado, queria te pegar pela fraqueza e se mostrou mais fraco do que nunca. Ele queria ser o dono da razão, sabe-se lá o porquê.  Foi assim que fizeram eu me sentir. Mas eu decidi não me importar, hoje não. O comportamento humano. A nova rotina. A Havaianas, que cortavam a pele delicada do dorso do meu pobre pé, afinal mais alguma coisa em mim precisa ser delicada, não é? E eu esperando. 
Até que decidiram fazer comigo o que a ex-babaca faria: tomar a frente da decisão. E escolheram por mim o que eu mesma já havia decidido. E tá mais que certo mesmo, afinal só os tolos discutem. Os espertos agem! Obrigada por me lembrar! 
Levantei da minha almofadada, mas incomoda cadeira, [re]coloquei meu salto meia pata, que está fazendo meus pés latejarem umas cinqüenta vezes mais por conta dos estragos causados pela havaianas inofensiva, e fui pra frente da batalha. 
E quando dei por mim, já estava lá discutindo [discutindo?] e enfrentando assuntos que me incomodavam, alguns inclusive de maneira bem dolorosa. 
Mas ouve exemplos, e de onde eu já esperava, que me deram forças pra além de caminhar [com glamour] de salto com o pé calejado, correr de salto, disputar uma maratona de salto. E outros exemplos de alguns queridinhos, que digamos me deram a chance de fazer a minha  caridade do ano, dando a falsa ilusão da decisão a algumas pessoas. Ah, to nem aí! Tá mais do que na moda acumular um bom e repetido carma, né? 
Topei fingir não me importar com nada , mesmo que seja para ser sacaneada na sequência dos dias.
Fazer mais alguns pobres de espírito e fracos se acharem fortes, em qualquer aspecto da nossa vida, é um dom para poucos

Um comentário:

Marília disse...

Com o meu salto alto me sinto mais longe do chão por onde correm as baratas.

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