Ela queria ter mais forças pra dizer que não, pra fingir que realmente não se importava, mas acha difícil.
Difícil assumir que não sabe lidar com certos fatos, principalmente aos que ser referem a fatos antigos.
Ela não sabe se é normal, ou se só ela é assim.
Não consegue conviver com ações do passado dos outros e nem com as do seu
Tudo o que deseja é a formula fantástica pra ficar 'de boa', ou a borracha mágica pra apagar tudo.
Ela só queria ficar só por um momento
Não tem o que falar, nem precisava falar
Na realidade não sabe nem o que dizer
E ouviu alguém dizer que ela não queria falar nada mais sobre o assunto
Ela foge de tudo que lhe é desconhecido.
Aí está o grande problema.
Quando é que ela terá coragem para enfrentar novos desafios?
Afinal, tudo que lhe dá medo é impalpável.
Não pode ser visto de fato, nem tem perfume, nem lhe é audível.
Mas mesmo assim a assusta.
Assusta a simples ideia dela não ter o controle.
De não conhecer.
Medo do desconhecido.
Talvez esteja aí o seu maior defeito.
Tentar sempre qualificar, identificar, separar, organizar.
Pudera ela ser mais livre.
O desconhecido a fez criar grades.
Das quais hoje tem medo de sair
Ela só queria silêncio
Sentar. Admirar a lua pela janela do carro
Encostar no ombro dele. Sentir-se segura
Talvez a ajudasse a pegar no sono
Quem sabe devolveria os sonhos a ela
A crença de que há sempre um final feliz
Para todas as histórias
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